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: Se ¨Drummond¨ nos permite...SENTIMENTO DO MUNDO II.


Ambiciono ponderar a respeito dos proeminentes embates sociais marcados por assimilações e resistências de uma sociedade nacional regida por práticas e costumes discriminatórios. Aglutinados e impostos por um desequilíbrio econômico e por uma omissão da classe política; estabelece-se um abismo social de classes e, por conseguinte de indivíduos. Daí silencia-se a voz de cidadania igualitária que clama pela extinção das mazelas vigentes no país através da educação.
Suscitar os desejos e conquistas inerentes à mudança do quadro de marasmo sócio-educacional instaurado no momento atual do Brasil, este e o meu interesse como profissional da educação que sou. Quem sabe se ¨ esperancear ¨, conforme crer o educador Paulo Freire através de sua obra seja, o melhor caminho a ser traçado na retomada de um crescimento verdadeiramente sustentável (e não de uma burguesia bancária) e que garanta de mesmo modo uma melhoria concreta nas condições de vida das pessoas.
A princípio nota-se que o Brasil, em seu período histórico contemporâneo, está enfartado na ¨ ascensão ¨ de programas governamentais de caráter meramente assistencialistas e neo-populistas tal como é o ¨ Bolsa Família ¨ que como cidadão já afirmo:¨ Não é a solução para uma crise radicada num país de dividas contraídas junto aos mais necessitados fincadas em raízes históricas ¨. É evidente que como paleativo, o projeto do Bolsa Família e tantos outros que aí permanecem, fazem-se necessários, não nego e nem poderia. Contudo, onde estão os projetos políticos que depositam na educação os atributos de fonte principal na melhoria da renda do trabalhador proletário e assim, do PIB (Produto Interno Bruto) do país? e os programas de auxílio ao profissional no ensino de técnicas que os tornem capacitados às exigências de um mercado profissional tão exigente e competitivo? Só o SENAI abrange todo esse espaço de ensino profissionalizante num país de dimensões continentais e de necessidades planetárias? e por fim, a pergunta dos ¨ mais utópicos ¨ como eu, como brasileiro:¨ Em que gabinetes se escondem os impostores de gravata fantasiados nas bandeiras de luta na defesa do desenvolvimento sustentável e pela garantia da efetiva aplicação dos direitos humanos?.A resposta? a resposta é dolorosa, inquietante. Surge de um silêncio ensurdecedor, do coro de alguns jornalistas que noticiam com resignação o fato de ser dia de ¨ ponto facultativo ¨ nas esferas do poder federal. Dia de congressos esvaziados. Dia de Brasil que, nos alude a lembrança da canção de Caetano Veloso que levantou voz contra a falta de rumos saudáveis a democratização do país no decorrer do Regime ditatorial em: ¨ Caminhando contra o vento, sem lenço e sem documento ¨, parece-me estarmos enquanto nação, num processo de cegueira retrocessual, eis um país que continua ,de modo intolerante, a pregar a mobilidade econômica através da exploração do trabalho sob o comando da escravização do proletariado e não pela educação.
Não posso, não devo e não me omitirei de que tenho em minha condição profissional de futuro educador as propostas, os propósitos e as vozes que ecoam em meu ideário político e educacional. Ao sociólogo Darcy Ribeiro, o saúdo pela sua retórica em prol de um desenvolvimento social através dos arquétipos da educação. Ao mestre Paulo Reglus Neves Freire, ou simplesmente Paulo Freire, este que fez de seu nome uma biografia singular na luta pela democratização e de justiça social do país pelo viés da educação; agradeço-lhe icomensurávelmente, pois é da luta de conscientização e politização da qual a educação surgiria como prática da liberdade que me sustento.
No exato momento de crise de rumos no país, observo que não precisamos enquanto povo de uma política de contenção. Comparemo-nos como pátria a um botijão de gás que deveria na contemporaneidade armazenar como combustível o ensinamento profético de ¨ ensinar a pescar ¨ e não, sermos corrompidos à miséria e à criminalidade advindas do vedamento político submetido aos interesses escusos de enriquecimento ilícito para os mais ricos.Temos enquanto povo, classe majoritária de um Estado democrático de direito, o direito e o dever de não permitir que ¨ cozinhem ¨ os nossos sonhos, as nossas perspectivas de um amanhã melhor. Batalhar é preciso para que não nos dilacerem também as nossas aspirações, os nossos critérios morais e éticos de sociedade. Resta-nos somente aplicar os conceitos de Paulo Freire que nos profere em poucas palavras o que políticos pronunciam e não cumprem em muitas destas; logo o educador reitera que se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.

Um comentário:

Luiza Falcão disse...

concordo contigo em diversos pontos, apesar de discordar de questões como o SENAI ser o único e etc.
Ademais de isso, poderias usar uma linguaguem menos acadêndica, não achas? De qualquer forma, adorei a intensão...
Luiza