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LINGUÍSTICA: UMA VIAGEM PELO PANORAMA DA LINGUA PORTUGUESA


Dos testemunhos descritivos de Pero Vaz de Caminha ao novo guia do Acordo Ortográfico, a Língua Portuguesa foi e continua a ser o registro de identidade histórica, literária e cultural de seu povo. A dinâmica das relações sociais contemporâneas tem se exigido das práticas interacionais da língua uma "nova" conjuntura, ou melhor, uma reorganização da Gramática Sintático-morfológica PRAGMÁTICA à necessidade de uso dos "novos" falantes.

Cogitou-se há aproximadamente 30 anos atrás a extinção do Português dito "PURO", isto, em função da combatida tecnologia. Naquele momento, por volta de 1970, temia-se o TELEGRAFO, pelo qual se omitira o uso de artigos, pronomes e conjunções. Frases como: " José vai casa maria shopping andar comprar presentes " ilustram com maestria a situação linguística não só do Brasil, como dos demais países na "Era dos Telegráfos".

Pois bem, passados 30 anos, utiliza-se rotineiramente no ato comunicativo os tais morfemas sob anterior risco de extinção. Outro ponto relevante: Por que a INTERNET não propicia que os falantes se expressem num espaço extra-web de modo igual ao qual se comunicam via MESSENGER? Qual a explicação para estas surpreendentes ocasiões de aparente persistência/ acomodação estrutural da Língua?
É simples. A Língua é sim, como já afirmei, fruto da emergência de seus usuários em seus determinados espaços de adequação linguística. Tá complicada essa explicação?. Entenda então. Os falantes modificam a língua( enquanto instrumento ) quando não respeitam a adequação linguística de um espaço social. É evidente que, quando num espaço virtual (a exemplo do MSN), não se nota com tanta frequência o emprego da Topologia Pronominal - Colocação dos pronomes, ou das Regências Verbais e Nominais de formas escolarizadas, há nesta ocasião uma ressonância clara de que este fenómeno ocorre em detrimento das características pertinentes ao espaço MSN, mas sim, é inegável, os internautas criam uma "NOVA ORDEM LINGUÍSTICA", restrita ao espaço em que foi concebida.

Mantém-se os alicerces constituintes da língua. Assim como se desenrolou nas circunstâncias do Telegrafo, de mesmo modo será efectuada nos logins eletrônicos e nas posteriores tecnologias a ser desenvolvidas futuramente. O Português se renova, mas não perde a sua fisionomia de produto intertextual e extra-gramatical de sociabilização no conhecimento.

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