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Artigo de Opinião: Adeus Clodovil ! A VIDA DE QUEM SE ATREVEU A FAZER TUDO E NÃO FALAR POUCO.


Tive a intenção de escrever sobre esse irreverente e provocador estilista, apresentador e deputado federal, Clodovil Hernandes. Surpreendido com a sua partida para o andar de cima, transcrevo aos leitores do VemD um pouco desse exagerado Clodovil através do recorte do Editorial da Revista Abril (atualizada em 17/03/2009 18:16).


Clodovil Hernandes tornou-se figura conhecida em todo o país por envolver-se constantemente em polêmicas, em todas as atividades exercidas, sem medo de acumular desafetos com suas críticas ácidas. Nascido em 17 de junho de 1937, na cidade de Elisário, interior de São Paulo, ele virou estilista de grande expressão na década de 60. Seus modelos, disputados por socialites e celebridades, lhe renderam o prêmio Agulhas de Ouro, o mais cobiçado no mundo da moda brasileira. Entre suas clientes estavam Cacilda Becker, Elis Regina e as famílias Diniz e Matarazzo. Clodovil conquistou espaço na televisão depois de participar do programa “8 ou 800”, em que respondia perguntas sobre Dona Beija, personagem histórica das Minas Gerais do século 19. A partir daí, virou frequentador de programas e também apresentador. Passou por quase todas as emissoras brasileiras. A estréia foi na década de 80, no “TV Mulher”, da Rede Globo, em que dava dicas de moda e etiqueta – e sua mera aparição era capaz de dobrar a audiência do programa. A carreira seguiu, no comando dos programas “A Casa é Sua”, “Clodovil”, “TV Mulher”, “Mulheres”, “Clodovil Frente & Verso”, “Retratos”, “Noite de Gala”, “Clodovil Abre o Jogo”, “Manchete Shopping Show” e “Clodovil Soft”. Clodovil participou também da novela “Sabor de Mel” e do filme “A Infidelidade ao Alcance de Todos”. Em 2006, elegeu-se pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC) deputado federal por São Paulo com 493 951 votos – um dos maiores números de eleitores do estado. Mais tarde, mudou de sigla, para o Partido da República (PR) e escapou da perda do mandato por infidelidade partidária, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A vida política de Clodovil também foi marcada por seus comentários ferinos e uma série de desentendimentos. No início do mandato, envolveu-se numa discussão acalorada com a deputada Cida Diogo (PT-RJ) e a chamou de “feia” no plenário da Câmara. Antes de tomar posse, gerou preocupação no Congresso por afirmar a um jornal argentino que apoiaria projetos mediante pagamento. Ainda durante a campanha, chamou a atenção com o bordão “Brasília nunca mais será a mesma”. Homossexual assumido, também brincou com o número de inscrição, 3611. “Por que eu escolho o 11? Meu amor, porque 24 já era. Agora é um atrás do outro.”
Algumas "alfinetadas" de Clodovil.
“Vocês acham que eu sou passivo? Pisa no meu calo para você ver...” .
Durante campanha para a Câmara dos Deputados “Se Collor tinha aquilo roxo, o meu é cor-de-rosa choque”.
Ao ser eleito, afirmando que iria combater o preconceito contra homossexuais em Brasília "Me tiraram um milhão e meio de votos porque, se eu chegasse com dois milhões de votos a Brasília, eu seria presidente da Câmara, e isso não pode acontecer. Aquela história: um veado não pode...".
Em entrevista à revista M... “Vim aprender o caminho da escola. Não sabia se podia trazer uma bolsa, uma mala, uma pasta, um Louis Vuitton ou um Victor Hugo” Ao dizer que estava em dúvida sobre o melhor acessório para entrar no Congresso pela primeira vez.
“(Você) é tão feia que não poderia nem ser p...” A deputada Cida Diogo (PT) afirmou que ouviu esta frase de Clodovil em plenário. Ele primeiro negou a acusação, depois revelou o que disse: “Digamos que uma moça bonita se ofendesse porque ela pode se prostituir. Não é o seu caso. A senhora é uma mulher feia. Eu tenho culpa dela nascer feia?”.
“Tudo que me mandarem eu faço. Em curral alheio, boi é vaca". Cerimônia de diplomação, em dezembro de 2006.
“Da fruta que eu gosto o Leonardo di Caprio come até o caroço. Falo isso porque boi preto conhece boi preto”. Em entrevista a Amaury Júnior, dizendo que o casamento do ator americano com Gisele Bündchen não saiu porque ele é gay, em fevereiro de 2006.
"É claro que vou precisar de apoio, porque sozinho a gente não consegue nem se masturbar - tem de pensar em alguém." Em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, em 2006.


As "sandálias da Humildade" foram calçadas com muito esforço por Clodovil, no quadro do humoristíco Pânico na TV (RedeTV) em função de seu conhecido narcisismo, mas ele merece sim os aplausos eternos do povo brasileiro consciente da inteligência deste polêmico ser que saiu do ateliê ao parlamento, da vida para os palcos do céu.

2 comentários:

Marcos Tavares disse...

Clodovil sempre foi uma grande pessoa pública do Brasil.

Como ele mesmo se vangloriava, era a quarta pessoa mais famosa desse país.

Uma grande pessoa, artista, polêmico, enfim o que ele bem entendia fazer...

Agora só resta o meu aplauso há um grande homem.

Engraçado os bons morrem antes...

Suely Barroso disse...

De fato Clodovil deve ser lembrado com muito respeito pelo brasileiro. Apesar de seus qui qui quis ele personifica a força e a coragem de uma gente q não tem papas na língua. Parabéns VERDADE EM ATITUDE. Vcs acertaram em cheio.