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Poema: “O Enigma da pétala”.


Por mais que desconheçam meu encanto,
Fragmentam-me em seiva multicolor.
Não disfarço chuva em seca, transbordo o fel sem odor.

Regam-me a rosa com a chuva do lirismo,
Faz-se sala para foto síntese esperança,
Gota a gota sugam do néctar o refúgio singular de minha lembrança.


Germinada da flor do descontento,
Há pétalas em solo alegria;
Padecem-me da rotina orvalho, sol e vento,
floresço a luz do enigmático dia.

Cessa meu pranto, extasia-o à leveza.
Vos digo humano: Transforma-me em tua guia.
Sou digna de tua beleza,
serva divina e delicada, escrava de tua magia.

Um comentário:

Marcos Tavares disse...

Tiago esse poema é seu?

É belíssimo!

Eu, que trabalho com plantas, fico extremamente satisfeito em vê-las usadas sob outros olhares.

Parabéns!