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Poema: "Por entre sutilezas".


No sono dos que sonham e nos olhos abertos que se despertam,
rimados ou não... mas dão como certa
a hora sútil de vista nublada, de ação incompleta.

Se no nada existe o supremo pó do lamento,
é na crueldade do preto que tudo se recorda.
Na ausência do que se dizer, cala-se, no abismo do que se fazer, chora-se.

Surge o momento em que cessa o embate;
iguais no silêncio oculto da vida.
mulheres e homens lacrimejam o contraste,
acolhem a dor do mal da partida.

O dia trancorre, desenha o artista.
Sinais e faróis em todo o asfalto.
Pobreza dos ricos caminham no alto.
Riqueza dos pobres atravessam a pista.

Alceu Valença - Anunciação



Poesia publicada também na seção "Sonetos" do site:

Um comentário:

Sofia Martins disse...

Uma poesia intimista como essa acompanhada aida com uma trilha sonara de Alceu Valença é tudo de bom. Parabéns!