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Fim ou recomeço de um Jornalismo - VERDADE ?



Poucos se recordam, e confesso-lhes caros leitores, de igual modo não me lembrava do porquê da instituição obrigatória da Graduação em Comunicação Social/Jornalismo para o exercício da profissão de jornalista. Pois bem, com o "murmurinho" na mídia comunicativa sobre a "cassação do diploma de jornalismo", permiti-me (ainda que não seja um graduado em Jornalismo e sim, das Letras) na direito de desvelar o fato capaz de gerar revoltas nos centros acadêmicos "formadores" do escritor. Escritor como José de Alencar, Graciliano Ramos? Sim! Escritor sim, atento não só à arte, mas sobretudo à investigação e apuração da notícia, do factual.

Foi em 13 de Dezembro de 1968, através do Ato Institucional - 5, aprovado pelo Governo ditatorial do Brasil, representado pelo Presidente Artur da Costa e Silva, que se instaurou um período nebuloso no que se refere a anti-democracia vigente no país. A repressão dos órgãos do governo naquele período foi tamanha que, chegou-se a colocar a profissão do jornalista, ele, responsável por noticiar a verdade, na via-crucis da ilegalidade, para não lhes faltar com a verdade ilustres blogueiros VemA, cito-lhes apenas o mártire Jornalista Wlademir Herzog, enforcado em praça pública no dia 25 de Outubro de 1975.

Passados pouco mais que 40 anos do Regime Militar no Brasil, como se fora um ato de "retratação" perante aos investigadores do fato, eis que o Congresso Federal aprova uma lei que, calamitantemente nos alerta para o perigo ou virtude de estarmos entregues de novo na mãos de médicos sem suas qualificações acadêmicas, de professores que não tenham aprendido na universidade os pré-requisitos que lhes são necessário no ato de ensinar, de jornalistas que não tenham aprimorado os seus conhecimentos lendo ou contemplando Gilberto Dimenstain, Millor Fernandes, Chico Sá, Dad Squarisi, entre outros grandes nomes da história do jornalismo brasileiro.

Há uma corrente que acredita num "jornalismo por DOM", não escondo, também sou adepto em parte de tal ideologia, à prova disso, aludo-os do que foi para mim O Pasquim, uma crítica irreverente e jornalistica executada com primazia por literatas como Rubem Braga e Fernando Sabino, por músicos como Chico Buaque e Caetano Veloso e tantos outros mestres no ofício de conceber a linguagem no serviço que lhe é peculiar, o da expressão.

Sei, seria utópico tentar aliar essas duas vertentes; a de um jornalismo acadêmico e essencialmente produtivo e rico à um jornalismo voluntário, natural, cuja inocência é o brilho que o torna autêntico, sem que para tanto, perca o seu foco com a realidade do noticiário. Em face da impossibilidade temporal desta medida, persisto e, por isso vos remeto esta reportagem em tom de epístola, de um Letrado com prerrogativas de jornalista.



Por: Thiago Azevedo Sá de Oliveira.

Estudante de Letras pela Universidade de Pernambuco/FFPNM e Editor do Blog VERDADE EM ATITUDE.



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