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Poema: Pela fresta

Guaritas de bom-dia
entre carros se dizia
sobrevida zela o chão
brilha cera e solidão.

Da janela vê-se fios
ligam luz apagam rios
do concreto quebra-mar
cor-fumaça espesso lar.

Nessa ilha gradeada
porta sépia e escorada
palavras de elevador.

São cárceres da memória
escombros de toda estória
flagelos de um sonhador.



Poema publicado também no site Recanto das Letras, na seção Sonetos (AQUI).





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