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Poema: Se-mente ou Uma prece


Ô castanheira, viril é teu porte
no ouriço de parte vem ver-o-peso
Sabor  em minh’alma, zelo da hoste
pecado e fruto sumo do surpreso.

Ô morena que rompes meu trote
Semeie açaí  em tudo que plantas
O doce do ontem amarga na glote
O crivo da vida, colher o que amas.

Ô chuva que trovoas a morte
Desbrave o céu no voo de altares
Ecoe Amazônia terçado sem corte.

Ô arrepio,  acalento do norte
Arraste tuas folhas e pesares
Com a força de sê-la tua sorte.


Poema publicado também no site Recanto das Letras, na seção Sonetos (AQUI).

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