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Ao poeta: a poltrona



Em sendo intuição, chegar ao fim
surrupia o início do que se perdura,
daquilo que se procura no perdido.

Há gente por trás da janela,
apresentam-se e se despedem
na fração do pêndulo cigano.

Como ponteiros dos minutos e das horas
a terra que alimenta e soterra, repele
no vai-e-vem de cálices indigentes.

O rumo ganha asfalto e noite
e as retinas fechadas são feixes;
cantam niná ao vidro embaçado.

Faz-se jus à divisão do banquete.
Bem-vindos a Estaca Zero - Emblema
e poltrona do que não vi e enxergo.



Poema publicado também no site Recanto das Letras, na seção Prosa Poética (AQUI). 





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