Enter your keyword

Achei na NET: Literatortura massacra o " se eu te pego" de Michel Teló



Começa nesta postagem do VemA a série Achei na net, que será publicada todas as quartas-feiras (caso não haja nenhum caso de "sinistro" - denominação dada pelas redes de seguro de vida e de residência por ocasião de fatos que fogem à lógica e à ordem natural dos acontecimentos.

O primeiro post traz em destaque a matéria "A Época do bom senso já passou", produzida pelo autor do site Literatortura, que embora não se identifique nominalmente em quanto pessoa, tece um raciocínio crítico sobre os efeitos argumentativos e discursivos aludidos pela reportagem da revista Época, de 01 de janeiro de 2012, com ênfase na capa  intitulada: "Ele ainda vai te pegar". Leia, poste no facebook, twitter e discuta com seus amigos. Tire suas próprias conclusões e reflita, essa é a pedida do Verdade em Atitude.



Época pisou na bola. E ela estourou. Bem perto do meu ouvido. E eu? Fiquei bem irritado.
Não é ser pseudo-intelectual, pseudo-crítico, pseudo-ôcaralho. É a vergonha que sinto por ver uma das maiores revistas nacionais com uma capa dessas. E vou expor meus argumentos. Não faria vocês perderem tempo apenas lendo um hater.
“traduz o valor da cultura popular para todas as classes” disse Época.
Aqui vai a música:
Nossa, nossa
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego
Delícia, delícia
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego
Sábado na balada
A galera começou a dançar
E passou a menina mais linda
Tomei coragem e comecei a falar
(O resto é repetição.)
1)    Vocês podem ver. É nítido. Não vejo representação de cultura popular nenhuma. Fala-se de uma balada, de um cara idiota que repete “assim você me mata”. Típica cantada canastrona, mas sem graça, porque não está dentro de um filme pastelão.
2)    A cultura popular brasileira é riquíssima. Os grandes mestres detém dificuldade em sintetizá-la em apenas uma música, em um livro, em uma poesia. Expliquem-me como um cantor de sertanejo universitário conseguiria em 10 versos? Lembrando que alguns desses versos são apenas palavras repetidas.
3)    Rimas óbvias; Dançar/falar.
4)    Supor que essa música traduza todos os valores da cultura nacional é ridicularizar o país em que vivemos. Temos defeitos? MUITOS. E isso é óbvio em qualquer lugar. Mas não podemos negar que o Brasil detém uma cultura vasta, imensa, gigantesca. Mal explorada. Concordo. Mal estudada. Concordo. Mal repassada. Concordo. Mal apoiada. Concordo. Mas dizer que uma canção que trata de uma “balada” (palavra que eu acho ridículo e (de novo) canastrona), traduz os valores da cultura popular, é vergonhoso.
5)    A incoerência. Quem lê Época sabe que há matérias culturais excelentes. Leio, semanalmente, essa parte da revista. Por isso, não admito que eles tenham escolhido Michel Teló para ser capa da revista e muito menos; “traduzir os valores…”(enfim, vocês já sabem).
6) Como visualizar a cultura popular brasileira em todos os seus aspectos, desde o samba ao futebol, se estamos em uma balada preocupados apenas em pegar a menina mais linda?
Sinceramente, não sei o que passou na cabeça de vocês editores.
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Lembretes à Época1: Não, Michel Teló não vai me pegar.
Lembretes à Época2: Não somos idiotas.
Lembretes à Época3: Os bons jornalistas devem estar com vergonha da sua revista. Porque eu estou.
Lembretes à Época4: Não tentem se justificar. Do jeito que foi exposto, não há justificativa. Há erro. A única coisa seria pedir desculpas ao Brasil. Mas eu sei que isso não acontecerá.
Lembretes à Época5: Se eu pensasse mais no post, teria ainda mais argumentos. No entanto, prefiro ir de “supetão”.


2 comentários:

Anônimo disse...

Acho digno este comentário, pois as pessoas não dão valor a leitura e muito menos a música de verdade...acho que deve ter dado uma baixa de leitores dessa revista e tiveram que fazer essa edição!!!!! (Susanne Vieira)

Thiago Azevedo disse...

Não sei se em detrimento da menção do VemA, mas o autor do Literatortura identificou-se posteriormente a esta publicação como Gustavo Magnani. Fica então o complemento do post.