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Bilhete de um sonhador

São muitas as mordaças da sorte
(se é que ela existe ou se é verde),
no insólito trevo de quatro folhas
com o globo girando a bola treze.

Além do sol com seu raiar ingênuo,
há sempre o vazio esférico do céu
dentre todas as plumas de algodão
e pensamentos mil que vagueiam.

Seria vidente caso previsse na mão
a cicatriz do enfermo, a vida da cura
mas as estrelas que brilham são iguais.

Em qualquer horizonte ando à bigú,
desfazendo das cigarras nas janelas
e teimando no canto sereno do sete.



Poema publicado também no Site Recanto das Letras, na seção Poesias (AQUI).



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