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Resposta de Colombina (À conversa de Arlequim)



















No alegre véu de tuas roupas de Arlequim
Dou-me ao ar como o colorido da fagulha,
da ladainha que flutua a sofreguidão do verbo.

Quero ser o passo dos carnavais de serenatas
e ter na pele o suor das serpentinas lançadas ao acaso
no beijo roubado por tuas travessuras de folião.

Desejo a meninice dos confetes sem dona,
órfãos ao léu no luzir de todo amor fugaz,
no poema ser o verso que se agiganta
saudando ao cair o abre-alas do amante que jaz.

No presente deixo presas as lágrimas da mocidade.
Sigo os blocos das flores colhendo os louros da saudade,
buscando nas rosas secas as cores do porquê
semeio teu regresso, um cartão e um buquê.



Poema publicado também no Site Recanto das Letras, seção Poesias (AQUI).

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