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Em ritmo de marchinha, "Blog Desilusões perdidas" faz paródias da rotina jornalística


Queria mesmo um discurso sobre a teoria do Poder e do saber de Foucault, mas é carnaval e mais, ontem encontrei minhas duas queridas Luí(s)zas, uma como convidada da cerimonia de colação de grau e outra como formanda de Jornalismo, desta última fui padrinho (com arroubos de alegria!). Admito que de hora em hora, tive recaídas de blogueiro, sempre atento a tudo, achando que qualquer passo adiante poderia me render uma boa pauta para o "Achei na NET" de hoje, até que olhando a minha caixa de entrada, vi brilhar o gênio da lâmpada de Aladim, lembrei-me de um post que seria "perfeito' para esse momento de carnavalização (vide Bakhtin) e de regozijo ao mundo do "troca-letras", nesta tomando como origem a expressão pejorativa, porém jocosa criada pelo personagem Giovanni Imbrotta para mencionar o jornalista Dirceu de Castro, interpretados respectivamente por José Wilker e José Mayer, durante a novela Senhora do Destino (Globo,2004/2005).
E outra, já vazou na imprensa que em breve a personagem Giovanni Imbrotta será estrela de cinema, com direito a filme contendo o seu nome e tudo. Definitivamente é "felomenal!". Usando o neologismo de antes, foi "felomenal" o que pude presenciar ontem no Teatro da UFPE. É "felomenal" o frevo comendo no centro e as redações do jornal ensandecidas por notícias, e blogueiros desesperados por alguma alma penada online, comentando os post. Já que é carnaval, fiquemos com as paródias criadas pelo jornalista e blogueiro Duda Rangel, por meio do blog Desilusões perdidas (AQUI)Quem sabe se alguém não curte? Fica a esperança. Evoé! 


As marchinhas voltaram. Hora de botar o bloquinho na rua.


Me dá um frila aí (versão de Me dá um dinheiro aí)

Ei, você aí, me dá um frila aí
Me dá um frila aí
Ei, você aí, me dá um frila aí
Me dá um frila aí.

Não vai dar?
Não vai dar, não?
Vou te ligar e ir à redação
Te enlouquecer de tanto insistir
Me dá, me dá, me dá (oi)
Me dá um frila aí.

A audiência do jornal (versão de A pipa do vovô)

A audiência do jornal não sobe mais
A audiência do jornal não sobe mais
Apesar de explorar só desgraça
O jornal já perdeu o seu gás.

Ele tentou uma chacinazinha
O Ibope não deu nenhuma subidinha
Ele tentou mais uma enchentezinha
O Ibope não deu nenhuma subidinha.

Passaralho (versão de Saca-rolha)

Cabeças vão rolar
Um pé na bunda eu não quero é levar
É o passa-passa-passa-passa-passaralho
Vamos saber quem vai sobrar!

Imprensa não é livre (versão de Cachaça não é água)

Você pensa que a imprensa é livre?
Imprensa não é livre, não.
Ser livre é falar verdades
Sem medo de uma demissão.

Ô, produtor (versão de Allah-lá-ô)

Ô, produtor, ô ô ô ô ô ô
Tu demorô, ô ô ô ô ô ô
Pra agendar a entrevista que me falta
A rival foi mais esperta
E furou a nossa pauta.

Pauteira (versão de Jardineira)

- Minha pauteira, por que estás tão triste?
Mas que tragédia não aconteceu?
- Não teve enchente, nem caiu barraco
Nenhum incêndio e ninguém morreu.

Nenhum riso (versão de Máscara negra)

Nenhum riso, ó, nem alegria
Mais de dez palhaços de plantão
Todo mundo festejando o carnaval na avenida
E a gente na redação.

Salário do Zezé (versão de Cabeleira do Zezé)

Olha o salário do Zezé!
Será que ele é?!
Será que ele é?! (jor-na-lis-ta)
Olha o salário do Zezé!
Será que ele é?!
Será que ele é?!

Será que ele ganha o piso?
Será que ele é muito ralé?
Parece repórter de rádio
Mas isso eu não sei se ele é.

Melhora o salário dele! (pã pã)
Melhora o salário dele! (pã pã)

Melhora o salário dele! (pã pã)
Melhora o salário dele!



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