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Rentrée dos diletantes

Há floreio na rapidez de uma corsa,
nas palavras que borram os sentires,
na invocação serena que fita o agir,
no cumprimento comedido e pausado.

Há unção na voz que extenua alarido,
na cor suave do desprovido de ação,
na memória que ora de boca fechada,
no clamor pedido aos pés do pecado.

Há mentira na rosa jorrando o néctar,
na Mona Lisa arrependida de Da Vinci
e no encanto intrigante dos amantes.

Há sangue no espanto do breu escuro,
no rubor de crianças a contar estrelas
e no célere tempo qual o verbo se fez.



Poema publicado também no Site Recanto das Letras, seção Poesias (AQUI) 


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