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Ébrio


Se num dia desses eu fugir, 
quem sabe de mim mesmo, 
das marchinhas em suvenir 
escape um vulto ao esmo. 

E depois, de voltar a per si 
como quem ali foi ao começo, 
me balanço no sonho que vi, 
rubro, amando, desvaneço. 

Aflito diante à flor do existir
o berço de um rio avesso, 
 revolto na espreita a tinir. 

Rebento o frágil curumim 
fiz de tudo éter, envelheço 
como o porre oprimido em  trair.



Poema publicado também no Site Recanto das Letras, na seção Poesias (AQUI). 


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