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Herói da espera (Desiderato)


Para os estilhaços caídos
de um outono amarelo,
arrastam-se para sempre
pés descalços de então.
 
Rente à súplica e conquista,
corta o tempo ao inverso
e Pernambuco na ponte,
passou ali sem chover.
 
Se a palavra chorou, amei-a
por inteiro e somente dela
solucei o imponderável ou
solúveis cacos solventes.
 
Se banquei ser gauche
no olho do mundo, delirei
por ver janelas para o mar,
como quem louva, amém.
 
E se vivi perigosamente?
deu-se por contente o ir,
por quem chega e parte no
infinito, infinitivo viver(...)
 
como quem vive do (endo).
 
 
Poema publicado também no Facebook Blog VERDADEmATITUDE e no Site Recanto das Letras, seção Poesias (AQUI).

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